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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Perspectivas para o mercado imobiliário residencial em 2018

e acordo com o Índice FipeZap, desde 2014, o preço médio de venda dos imóveis residenciais prontos caiu 17%, consideradas diversas das principais cidades do país.
As regiões em que a redução dos preços foi mais expressiva foram as cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Fortaleza e o Distrito Federal. Durante o período apurado, Belo Horizonte e Florianópolis foram as duas únicas cidades em que houve aumento dos preços dos imóveis residenciais acima da inflação.
Os especialistas do mercado creem que os preços não sofrerão nova redução, se manterão estáveis ou acompanharão a inflação de 3,95%, esperada para 2018, conforme divulgado pelo boletim Focus, publicado em 8.1.18 no site do Banco Central.
Outro fator que favorece a compra de imóveis residenciais neste ano é a retomada do crédito para financiamento imobiliário com juros menores e certa flexibilização.
Após 2 anos de resultados negativos, em 2017, os depósitos na caderneta de poupança superaram as retiradas em R$17,12 milhões. Este cenário garante maior disponibilidade de crédito destinado ao mercado imobiliário, já que cerca de 65% dos recursos captados pelos bancos em caderneta de poupança devem ser canalizados para o financiamento de imóveis.
Além disso, a Caixa Econômica Federal reabriu a linha de crédito Pró-cotista (que usa recursos do FGTS), uma das mais baratas do país, perdendo apenas para o crédito do Minha Casa Minha Vida, com juros que variam entre 7,85% a 8,85%. A Caixa também flexibilizou o crédito para imóveis usados, aumentando o percentual de financiamento de 50% para 70%.
No entanto, é importante lembrar que os recursos da linha Pró-cotista são escassos. Em 2017, foram disponibilizados R$7,74 bilhões, que atenderam a demanda de financiamentos apenas nos primeiros 6 meses do ano. Para o ano de 2018, o valor da linha foi diminuído para R$5 bilhões e deve se esgotar por volta do mês de julho.
Os analistas acreditam que a redução de recursos do FGTS, em decorrência dos saques autorizados em 2017, levará a Caixa a privilegiar os financiamentos voltados a famílias de baixa renda. Os demais financiamentos imobiliários deverão ser oriundos dos investimentos alocados na poupança ou, ainda, de fundos levantados por meio da emissão de Letras Imobiliárias Garantidas – LIG (novo título trazido pela Lei n.º 13.097/2015, regulamentado pelo Banco Central em Agosto de 2017).
Embora ainda haja bastante oferta de imóveis novos e usados, os estoques vêm diminuindo e houve redução significativa do número de lançamentos. Segundo o estudo Indicadores Imobiliários Nacionais – 3º Trimestre de 2017, apresentado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), no acumulado do ano, os lançamentos de unidades recuaram 8,6%.
O conjunto destes fatores indicam uma tendência de redução da oferta final disponível ao consumidor, fim de grandes descontos e, por consequência, novo período de alta dos preços dos imóveis residenciais.
Na capital paulista, por exemplo, é possível observar a retomada de lançamentos nos bairros mais valorizados, próximos a metrôs e corredores e transporte público destinados aos segmentos de média e média-alta rendas. Há notícias, inclusive, de que algumas incorporadoras estão em busca de novos imóveis para recompor seus bancos de terrenos.
É claro que o reaquecimento do mercado não terá a velocidade de anos anteriores e dependerá, além da região onde o imóvel se localiza, da diminuição da taxa de desemprego, da aprovação de reformas (em especial, da reforma previdenciária) e da estabilização do cenário político nas próximas eleições.
Embora ainda haja muitas incertezas políticas e econômicas no país, é hora de quem deseja comprar um imóvel avaliar com cuidado o cenário. 

O ano de 2018 pode ser o encerramento da janela de oportunidade para a compra de imóveis residenciais com preços ainda em baixa.
Daniela de Pontes Andrade

sábado, 20 de janeiro de 2018

Índice de Locação completa três anos de queda consecutiva

Preço de aluguel residencial encerrou 2017 em queda nominal de 0,69% Entre 2015 e 2017, a queda acumulada foi de 7,1%

Os preços das imóveis para locação registraram ligeira alta de 0,09% entre novembro e dezembro do ano passado.

Pesquisa realizada por LG imóveis.


Se levar em consideração a inflação de 0,44% (IPCA/IBGE), entretanto, houve queda real dos preços (-0,35%). No mês, a maior parte das cidades monitoradas apresentaram alta no preço de aluguel, com destaque para Curitiba (+0,79%), Florianópolis (+0,77%) e São Paulo (+0,40%). Já entre as cidades que registraram queda de preço no último mês, pode-se ressaltar: Niterói (-0,99%), Fortaleza (-0,67%) e São Bernardo (-0,37%).

Considerando os últimos 12 meses, o índice acumula queda nominal de 0,69% no preço médio do aluguel. Tal resultado foi influenciado pela queda
expressiva dos preços em cidades como Rio de Janeiro (-8,49%), Niterói (-7,20%) e Campinas (-3,40%). Já entre as regiões que registraram aumento de preço nos últimos 12 meses, destacam-se Recife (+4,98%), Curitiba (+3,99%) e Florianópolis (+3,15%). Comparando com a inflação no período (+2,95%), o Índice de Locação encerrou 2017 com queda real de 3,54%. É o terceiro ano consecutivo com queda no preço de aluguel
residencial – em 2015, o Índice havia recuado 3,34%, enquanto, em 2016, houve baixa de 3,23%.
Em dezembro de 2017, o valor médio do aluguel de imóveis nas cidades monitoradas foi de R$ 28,25/m². São Paulo desponta como a cidade com o
maior valor médio por m² do país (R$ 35,76), seguida por Rio de Janeiro (R$ 31,87) e Distrito Federal (R$ 29,63). Já entre as cidades com o valor do
aluguel mais barato por m² no mês de análise, destacam-se Goiânia (R$ 15,08), Fortaleza (R$ 16,06) e Curitiba (R$ 17,05).
Comparando-se o preço médio de locação com o preço médio de venda dos imóveis, é possível obter uma medida da rentabilidade para o investidor
que opta por alugar seu imóvel. Esse indicador é relevante, em particular, para avaliar a atratividade do mercado imobiliário em relação a outras
opções de investimento disponíveis. Com base em dados de dezembro de 2017, o retorno médio anualizado do aluguel manteve-se em 4,3%.
por LG imóveis.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Perspectivas do mercado imobiliário em 2018

DinoPerspectivas do mercado imobiliário em 2018

Neste ano, a saúde do mercado imobiliário brasileiro foi afetada pela crise econômica. Para quem olha de fora, o setor dá sinais de que está cada vez mais complicado encontrar compradores para casas e apartamentos. Isso acontece por conta do endividamento da classe C, além das altas taxas de juros e da baixa oferta de crédito.
O mercado imobiliário é um dos principais setores da economia e gera muitos empregos no país. Por isso, a perspectiva para 2018 é de que ele volte a receber novos investimentos.
Então vamos falar sobre as perspectivas para o mercado imobiliário no ano de 2018. Apresentaremos as principais tendências apontadas por especialistas. Confira!
Mercado imobiliário de 2018
Em tempos de crise, a tendência é de que o cidadão tenha mais cautela ao comprar. Dificilmente alguém compra sem antes pensar duas, três vezes. As pessoas avaliam muito ao se comprometer com grandes investimentos. Assim, o mercado imobiliário pode acabar esfriando seus ganhos.
Agora, quando a economia retorna ao rumo de crescimento, com a retomada de empregos e a estabilização financeira, o mercado imobiliário começa a ser novamente ativado.
Em nota, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) divulgou que está otimista com o crescimento do mercado imobiliário em 2018. Para o presidente do órgão, José Romeu Ferraz, a redução da taxa anual de juros básicos indica um aumento na atratividade das aplicações na caderneta de poupança, o que, por sua vez, amplia o acesso aos recursos de crédito imobiliário.
A previsão é de que a taxa Selic baixe para 8% no próximo ano. Essa previsão teve impacto imediato no setor financeiro. Gilberto Abreu, diretor executivo de negócios imobiliários e investimento do Santander, por exemplo, demonstrou confiança na retomada de crescimento do mercado imobiliário do país e afirmou que o pior momento da crise no setor já passou.
A recuperação do setor começou no segundo semestre deste ano, apesar de singela. Muito disso se deve ao programa Minha Casa Minha Vida, que registrou atualização de regras feita pelo Governo Federal. Agora, o limite da renda dos consumidores que podem adquirir uma propriedade pelo programa passou de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil.
Apesar da estagnação do mercado, algumas construtoras e incorporadoras estão conseguindo manter seus lançamentos em dia. Luiz Antônio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), acredita na possibilidade de retomada real do setor. No entanto, ele pondera que o crescimento depende de muitos fatores, como, por exemplo, maior estabilidade política no país. Além disso, é preciso que os impostos não aumentem, e é imperativo que o aumento da arrecadação venha a partir do crescimento da economia, e não do aumento da carga tributária.
Um recente boletim de crédito do Banco Central divulgou que a concessão de financiamento imobiliário com recursos direcionados para pessoas jurídicas (empresas) caiu 51%, para R$ 1,058 bilhão em março de 2017, em comparação aos R$ 2,157 bilhões em março do ano passado. Isso aconteceu, pois a taxa inadimplência das pessoas jurídicas aumentou 1,4 percentual em um ano.
Afinal, como vimos, se a taxa Selic cair para um patamar mais baixo, a poupança tende a ficar bem mais atrativa com a queda dos juros e produzir recursos para o setor imobiliário. No entanto, o setor imobiliário não deve depender apenas desse fator. É preciso endereçar outras fontes de captação, como, por exemplo, a letra imobiliária garantida (LIG).
Em março de 2017, o volume de empréstimos com recursos da poupança para aquisição e construção de imóveis somou R$ 4,01 bilhões, crescimento de 36% no mês, mas 9,2% abaixo em relação ao mesmo mês de 2016, enquanto, no primeiro trimestre de 2017, os financiamentos imobiliários somaram R$ 10,06 bilhões, queda de 7,8% ao registrado no mesmo período do ano passado.
Nesse cenário, é importante que as incorporadoras e as empresas de construção civil repensem suas estratégias para fechar negócios, pois não é certo que a taxa Selic vá chegar a um dígito ou que a crise financeira vá passar e a taxa de desemprego diminuir. A torcida e a tendência, como vimos, é que isso aconteça. Assim, as pessoas vão ficar menos receosas com o desemprego e poderão gerar financiamentos imobiliários de longo prazo.
Outro ponto crucial para a economia do país são as eleições que acontecerão em 2018. O Brasil, passando por uma escolha política, precisa ponderar as estratégias financeiras, o que indica que muitos setores da economia podem renovar suas apostas nas novas tendências do setor.
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2017 em 3,2% e chegar a 4,3% em 2018, o que mostra que as perspectivas para o mercado imobiliário no próximo ano são otimistas. Afinal, a inflação reflete diretamente no poder de compra dos brasileiros e torna o investimento em imóveis mais atraente.
Apesar da crise e estagnação financeira, o mercado está confiante em relação à queda nas taxas de juros e à inflação do país. Para 2018, caso aconteça, as taxas de juros sendo reduzidas favorecerão o poder de compra do consumidor, estimulando a aquisição de imóveis enquanto o momento está favorável.
Além disso, a situação faz com que as incorporadoras pensem em estratégias para fechar negócios. Por isso, se você tem um negócio ligado a esse setor, como incorporadoras, imobiliárias ou fundos imobiliários, é importante estar preparado para a retomada do mercado, senão ainda neste ano, em 2018. Portanto, se prepare: você pode melhorar os processos internos, otimizar a produtividade de sua equipe, definir metas e objetivos e manter uma boa rede de parcerias.

Preço dos imóveis sofre leve alta em novembro, mostra LG imóveis

Aos poucos, os preços dos imóveis à venda voltam a subir. Veja o preço médio do metro quadrado à venda na sua cidade



Preço dos imóveis sofre leve alta em novembro, mostra LG imóveis
Índice FipeZap: Rio de Janeiro é a cidade com o metro quadrado à venda mais caro do Brasil (vicnt/Thinkstock)
São Paulo – Depois de meses em queda, aos poucos, o preço médio dos imóveisà venda no Brasil volta a subir. Em novembro, o Índice FipeZap, que acompanha o preço de venda de imóveis residenciais em 20 cidades, sofreu uma leve alta, de 0,03%.
No entanto, ao considerar a inflação  esperada para o mês, de 0,38%, o índice registrou queda real de 0,35% – o que mostra que o movimento de alta nos preços ainda é lento. 
A queda real é registrada quando o valor de um determinado bem tem uma alta inferior ao aumento generalizado dos preços, medido por índices inflacionários, como o IPCA. Vale destacar que a variação real não é obtida com uma simples subtração. Para realizar o cálculo, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação.
Nos últimos 12 meses, o Índice FipeZap registrou recuo de 0,41% e queda real de 3,22%. Quatorze das vinte cidades pesquisadas apresentaram queda nos preços, sem considerar a inflação.
O valor médio dos imóveis à venda em novembro foi de 7.632 por metro quadrado. A seguir, confira a variação do preço no mês e no ano e o valor médio do metro quadrado nas 20 cidades pesquisadas pelo Índice FipeZap:
CidadePreço médio do metro quadradoVariação do preço em novembroVariação do preço nos últimos 12 meses
Rio de JaneiroR$ 9.835-0,37%-4,28%
São PauloR$ 8.7360,09%1,44%
Distrito FederalR$ 8.2560,01%-2,63%
NiteróiR$ 7.237-0,21%-3,21%
FlorianópolisR$ 6.8390,48%4,14%
Belo HorizonteR$ 6.4630,54%5,62%
FortalezaR$ 6.0370,06%-3,38%
RecifeR$ 5.9050,39%-0,76%
São Caetano do SulR$ 5.8530,18%-1,13%
CuritibaR$ 5.7300,28%1,22%
VitóriaR$ 5.723-0,13%-1,24%
Porto AlegreR$ 5.656-0,03%-0,18%
CampinasR$ 5.5530,00%-0,62%
SantosR$ 5.328-0,27%0,60%
Santo AndréR$ 5.265-0,06%-0,52%
SalvadorR$ 5.033-0,07%-0,39%
São Bernardo do CampoR$ 4.8610,12%0,00%
Vila VelhaR$ 4.6300,03%1,39%
GoiâniaR$ 4.1180,33%0,52%
ContagemR$ 3.527-0,32%-0,91%

Crédito imobiliário vai crescer 15% em 2018 frente a 2017

A estimativa de subida do crédito está calcada na perspectiva macroeconômica favorável para 2018


Crédito imobiliário vai crescer 15% em 2018 frente a 2017
Imóvel: o avanço deverá se concentrar nos empréstimos destinados à compra de moradias (AlexRaths/Thinkstock)
São Paulo – O financiamento imobiliário com recursos originados nas cadernetas de poupança deve crescer 15% em 2018, revertendo a queda vista em 2017, segundo o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Gilberto Duarte de Abreu Filho.
O avanço deverá se concentrar nos empréstimos destinados à compra de moradias, enquanto o crédito para a construção de novos empreendimentos tende a continuar lento.
Segundo Abreu, a estimativa de crescimento do crédito está calcada na perspectiva macroeconômica favorável para o próximo ano, mas ele ponderou que a projeção ainda é preliminar e sujeita à revisão em janeiro, quando a entidade divulgará seus números oficiais.
“A perspectiva para o cenário macroeconômico é benigna para 2018”, afirmou o presidente, durante palestra em evento com empresários no Sindicato da Habitação (Secovi-SP).Neste ano, a estimativa é que o crédito oriundo da poupança somará R$ 45 bilhões, fechando o período com retração de 3,5% em relação a 2016.