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terça-feira, 15 de outubro de 2024

Você já ouviu falar de ODC?

 Você já ouviu falar de ODC?


ODC? O que é isso?

ODC, sigla para Outorga do Direito de Construir, ou “solo criado” é um dispositivo legal, instituído pelo Estatuto das Cidades (Lei Federal 10.257/2001). Esse dispositivo faculta aos municípios permitirem que os proprietários construam além dos coeficientes de aproveitamento definidos pela legislação, mediante contrapartidas prestadas à municipalidade.

 A Outorga do Direito de Construir é um instrumento de uso das prefeituras

ODC referente ao ajardinamento frontal em edificações

Em Belo Horizonte a Prefeitura admite a aplicação da Outorga Onerosa do Direito de Construir nas edificações mediante a contrapartida de ajardinamento do afastamento frontal. Embora esse dispositivo legal exista desde a publicação da Lei de Uso e Ocupação do Solo de 1996 (foi instituído pelo Art. 50 da Lei 7166/96), poucos profissionais conhecem sua aplicabilidade nas edificações projetadas na capital.

Na prática, o Art. 50 citado acima define o seguinte:

“A área permeável e vegetada exigida pela Taxa de Permeabilidade mínima prevista para o terreno, quando permitida e implantada na área delimitada pelo afastamento frontal da edificação e inteiramente visível do logradouro público, pode ser convertida em potencial construtivo adicional, de forma gratuita, a ser utilizado no próprio lote, respeitado o Coeficiente de Aproveitamento Máximo – CAm – previsto para o terreno.”

Na prática, isso significa que a cada 1m² de área permeável garantido no afastamento frontal, o proprietário ganha 1m² de potencial construtivo para ser gasto na edificação, sem cobrança de nenhum valor financeiro, ao contrário da TDC (Transferência do Direito de Construir).

O ajardinamento do afastamento frontal das edificações pode ser convertido em potencial construtivo através da Outorga do Direito de Construir.

Regras para aplicação da ODC de ajardinamento frontal no seu projeto

Para se enquadrar no benefício proporcionado pela ODC em Belo Horizonte, o projeto deve atender a algumas regras básicas:

1. A área permeável deve estar totalmente localizada sobre terreno natural e no afastamento frontal da edificação. A área permeável situada nos fundos do terreno não é computada para efeito da ODC;

2. Para garantir a aquisição do potencial construtivo, toda a área permeável demandada para o terreno deve estar submetida à regra acima. Por exemplo, para um lote de 360,0m² localizado na ZAP (Zona de Adensamento Preferencial), a área permeável mínima é 20% da área do lote, ou seja, 72m². Esses 72m² devem estar garantidos no afastamento frontal, sobre terreno natural;

3. A área permeável deve ser visível da rua. Ou seja, ou a edificação não poderá ter gradil (fechamento na frente do lote), ou esse fechamento deverá possuir permeabilidade visual (fechamento com grades, vidro, etc);

4. O limite de potencial construtivo máximo a ser adquirido é igual à área permeável mínima exigida para o terreno. Tomando o exemplo do lote de 360m² que demos acima, isso significa que o ganho máximo de potencial construtivo com o ajardinamento do recuo frontal nesse terreno será de 72m²;

5. A área líquida resultante do acréscimo de potencial construtivo oriundo da ODC não pode ser maior do que aquela definida pelo Coeficiente de Aproveitamento Máximo (CAm) do terreno.

Exemplo de edifício com ODC. Melhoria da ambiência urbana na cidade.

E quais são os benefícios para a cidade?

A criação de áreas verdes, especialmente aquelas abertas para as áreas públicas, além de melhorar o microclima, embeleza os espaços urbanos e os torna mais receptivos às pessoas! Além disso, por demandarem grandes áreas descobertas, a localização das áreas no recuo das edificações acaba por deixá-las mais afastadas em relação ao logradouro, o que permite um “respiro” maior, melhorando a iluminação e ventilação das ruas. Além disso, o recurso aumenta a infiltração de água no solo, pois exige que a área verde esteja sobre terreno natural. Isso reduz os riscos de alagamentos nos períodos chuvosos, pois desonera o sistema de drenagem pluvial.

Vale a pena prever ODC de Ajardinamento Frontal no meu projeto?

Apesar das regras rígidas para se ganhar o benefício, muitas construtoras da capital mineira já vêm lançando mão dessa alternativa para aumentar o rendimento de seus empreendimentos. Se você é um profissional que atua na área de projeto e aprovação na capital, é extremamente importante conhecer e dominar essa ferramenta legal, que pode fazer toda a diferença na hora de viabilizar um empreendimento imobiliário em Belo Horizonte!


sábado, 28 de novembro de 2015

Corretores de Imóveis: Como Apresentar um Imóvel para um Cliente em uma Visita

Corretores de Imóveis: Como Apresentar um Imóvel para um Cliente em uma Visita

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A cada vez que você recebe um cliente para visitar um imóvel, você deve repetir um ritual que envolve um tratamento cordial, uma boa comunicação e a explicação de todas as especificidades do imóvel. Por mais que isso pareça repetitivo é extremamente necessário para que o cliente se sinta seguro e esclarecido. Entretanto, se você acha que sua fórmula de apresentação não está dando muitos resultados, trouxemos para você algumas dicas de como apresentar um imóvel para um cliente em uma visita e obter sucesso em seus negócios. Confira!

Preparação eficaz

Antes de receber os clientes para uma visita ao imóvel, é preciso que você tome algumas providências para deixá-lo apresentável. Em um apartamento vazio, é preciso que você contrate uma faxina para que o piso, as paredes, o banheiro e a cozinha estejam limpos e livres dos resquícios dos moradores anteriores. Se o apartamento estiver ocupado, o que acontece mais comumente em caso de vendas, é recomendável telefonar com antecedência para quem ainda estiver morando no local, para que uma mínima organização seja realizada. Um apartamento organizado ajuda na percepção do imóvel e o valoriza junto aos clientes.

Comunicação

Ao apresentar um imóvel para clientes, os corretores de Imóveis devem prezar pela boa comunicação, o que significa saber falar e também saber ouvir. Uma fala clara e objetiva ao explicar sobre o imóvel, que contemple todos os seus detalhes e que se antecipe às dúvidas dos clientes é uma boa estratégia para mostrar o seu conhecimento sobre o imóvel e deixá-los mais seguros. Do mesmo modo, saber o momento de se calar para ouvir as indagações e as necessidades colocadas pelo cliente são bastante importantes, até para você saber que deve apresentar um outro imóvel que dessa vez cabe perfeitamente à demanda deles.

Apresentando os cômodos

A apresentação dos cômodos deve ser feita de maneira detalhada, e não apenas através de uma visão geral. O corretor deve entrar com os clientes nos cômodos; apresentar sugestões para a disposição dos móveis; abrir os armários (dos quartos, cozinha e banheiros) e mostrar os seus compartimentos, se for o caso; sugerir quais quartos são mais indicados para os filhos e qual quarto é mais indicado para o casal, se for o caso; dizer o horário em que a luz solar bate nos cômodos; abrir a janela dos cômodos para que os clientes vejam qual é a vista… Enfim, a visita pelos cômodos deve ser completa e trazer o máximo de informações possíveis para que o cliente se sinta seguro para escolher.

Características e benefícios do imóvel

Após a visita detalhada por cada cômodo do imóvel, o corretor deve prezar pelas informações mais amplas sobre ele, colocando suas características e seus benefícios de modo a convencer os seus clientes de que este imóvel é o melhor para eles. Por exemplo: o seu tamanho é ideal para os clientes; o imóvel possui vagas na garagem; a vizinhança é tranquila e amigável; o valor do condomínio é justo; a localização do imóvel é estratégica, contando com comércio, conveniências e pontos de ônibus; o imóvel pode ser reformado ou o imóvel já está todo reformado e pronto para morar… Ou seja, você deverá listar todas as vantagens do imóvel e colocá-las para seus clientes.

Dúvidas dos clientes

Mesmo que você apresente um imóvel tentando se antecipar às dúvidas dos seus clientes, é possível que eles tenham ainda várias questões para colocar e que precisam ser respondidas. Portanto, disponha-se a responder, mesmo que as respostas não estejam a seu favor. Procurar ser honesto e admitir determinadas falhas e desvantagens no imóvel diante das perguntas dos clientes é melhor do que negar algo que é óbvio e evidente. É claro que você irá contrapor as desvantagens com o maior número de vantagens e benefícios que você conseguir elencar, e por isso mesmo, não é preciso ter medo da honestidade. No final das contas isso contará pontos a seu favor, pois você será visto como um corretor confiável.
E então, o que achou de nossas dicas? Você está pronto para receber os seus clientes e apresentar os seus imóveis da melhor maneira possível? Boa sorte para você e qualquer dúvida escreva para a gente!
Fonte: Tecimob