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sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Permuta de imóveis: o que é

 Permuta de imóveis: o que é

A permuta de imóveis é um tipo de negociação realizada para obter uma nova casa ou apartamento trocando de propriedade com outra pessoa. Os imóveis usados nessa transação podem ter o mesmo valor ou não. Essa pode ser uma boa alternativa para quem quer se mudar, mas precisa economizar

Tempo estimado de leitura: 6 minutos

Permuta de imóveis: o que é



Se você precisa se mudar, mas não tem dinheiro o suficiente para comprar um novo imóvel e o bem mais valioso que você possui é a propriedade na qual reside, saiba que é possível obter uma nova casa ou apartamento sem ter que vender a sua propriedade atual, por meio da permuta de imóveis.

Esse tipo de negociação imobiliária está amparado pela legislação brasileira e pode facilitar bastante a obtenção de uma nova propriedade, além de também oferecer algumas vantagens tributárias.

Saiba como avaliar a propriedade que está sendo oferecida para você, quais são os impostos envolvidos nessa transação e quais são os tipos de permuta de imóveis.  

O que é a permuta de imóveis?

Permuta de imóveis é a troca de uma propriedade por outra. Ela pode ser feita com casas, apartamentos, terrenos e imóveis comerciais.

Essa troca pode ser entre imóveis com valores equivalentes ou diferentes. Caso o preço de uma propriedade seja mais elevado do que o da outra, quem vai para o imóvel mais caro terá que pagar a diferença. 

Para fazer a troca de imóveis não basta as partes trocarem de casa, para dar segurança jurídica ao processo, é necessário que haja um contrato de permuta e alteração nas escrituras e matrículas dos imóveis envolvidos na negociação. 

Quando fazer uma permuta de imóveis?

É recomendado fazer quando você acha o imóvel ideal, mas não tem o dinheiro para pagá-lo, e em tempos de crise. Com o mercado e a economia incertos, fechar uma venda imobiliária é um desafio e requer confiança, porque pode haver riscos.

Por isso, a permuta é escolhida nesses casos. Em vez de ir atrás de um empréstimo ou financiamento imobiliário, a troca de imóveis é um processo mais rápido, eficiente e justo.

Vale lembrar que a permuta é uma negociação que traz vantagens para todos, pois, no final de tudo, ela é uma simples troca. 

Quais são as vantagens?

A principal vantagem de obter um imóvel por meio de uma permuta é conseguir se mudar para uma nova propriedade sem ter que passar por todo o processo de venda da sua atual casa ou apartamento, algo que pode ser demorado e burocrático.

Esse modelo de negociação imobiliária costuma ser uma boa alternativa para quem precisa se mudar em tempos de crises econômicas, pois, nessas ocasiões, pode ser mais difícil obter um financiamento imobiliário com boas condições de pagamento.

Além disso, outra vantagem da permuta de imóveis é o fato de que as partes não vão precisar pagar Imposto de Renda sobre a transação, caso as propriedades trocadas apresentem o mesmo valor. 

Como funciona a permuta de imóveis?

Mesmo sendo um processo mais simples, menos burocrático e rápido, para fazer uma permuta de imóveis é preciso ter um acordo entre ambas as partes, descrito em um contrato que deve ser o suporte para as novas escrituras de bens trocados.

Ou seja, pode ficar tranquilo ao realizá-la, pois tudo é listado para garantir segurança durante a troca. Veja como funciona a permuta na prática:

1º passo: faça uma análise dos bens

Já que é uma troca, é necessário pesquisar minuciosamente os imóveis, tanto físico quanto documental. 

Desse modo, faça uma vistoria no imóvel (isso também vale para terrenos), observe todas as caraterísticas e anote-as. Após finalizar esse processo, chame o dono do local, converse com ele(a) e feche essa vistoria de acordo com as atuais condições. 

Além disso, confira se o local está com os documentos em dia para não ter dor de cabeça depois.

2º passo: escolha um tipo de permuta

Existem 2 tipos de permuta: com torna ou sem torna. Com torna, significa que os imóveis trocados têm valores diferentes. Sem torna, os valores são equivalentes.

Ou seja, é importante saber qual vai ser o tipo permuta bem no começo da negociação, porque além dessa informação precisar constar no contrato, é importante para você ter uma noção dos valores dos imóveis e avaliar se realmente compensa a troca.

É muito difícil encontrar um imóvel que valha o mesmo valor do outro. Por isso, não desista da negociação se você tiver que pagar um pouco mais para ter o imóvel que você sempre sonhou.

3º passo: documentação

Essa é a parte burocrática do processo, pois para fazer o contrato de permuta de imóveis, deve-se ter em mãos a documentação do vendedor, do comprador e dos imóveis.

São eles: 

Documentos dos vendedores e compradores:
  • RG e CPF;
  • Comprovante de profissão;
  • Certidão do estado civil;
  • Comprovante de residência;
  • Caso seja pessoa jurídica: ter a cópia do contrato social e alterações, juntamente com a certidão simplificada da Junta Comercial com menos de 30 dias, além do RG e CPF dos sócios administradores.
Documentos dos imóveis:
  • Certidão de matrícula do Registro de Imóveis dos últimos 30 dias;
  • Certidões de ações feitas no imóvel. Você pode retirá-las no Registro de Imóveis 30 dias antes do acordo;
  • Comprovantes de IPTU do último ano quitado;
  • CCIR, certidão de ITR e do IBAMA se o imóvel estiver situado na zona rural, dentro do prazo de validade;
  • Impostos e taxas pagos.

4º passo: o contrato

Com os documentos em mãos, a vistoria e tipo de permuta, agora é a hora de findar o contrato. Para isso, ele deve ser escrito por profissionais especializados, como um corretor de imóveis, e conter todos os detalhes da troca.

Assim, é possível corrigir erros, ambiguidades, fatores que possam ser tendenciosos em um destrato jurídico e determinar datas para as transações.

5º passo: assinar o contrato

Para assinar o contrato, é necessário buscar ajuda de um profissional, como falado. Só assim você estará dentro da lei — e mesmo que você confie ou seja amigo do outro comprador, o melhor é fazer as coisas do jeito certo e legal.  

Assim, após a leitura e todas as partes estiverem de acordo, vocês podem assinar o contrato e registrá-lo em um cartório da cidade. 

O que é considerado na avaliação?

Vários fatores devem ser considerados na hora de fazer a avaliação de um imóvel, sendo que um dos principais é o estado de conservação da propriedade, nesse caos, é preciso observar os seguintes aspectos:

  • Se a estrutura da propriedade está intacta;
  • Se há alguma rachadura nas paredes;
  • Se há a presença de mofo;
  • Se a casa apresenta algum ponto com infestação de cupins;
  • O estado das instalações elétricas e hidráulicas;
  • O estado da pintura.

Além desses fatores, que estão diretamente relacionados à segurança e às condições de habitação de um imóvel, também é necessário considerar os seguintes aspectos na hora de avaliar uma propriedade:

  • Localização;
  • Metragem;
  • Segurança;
  • Acesso à rede de água e esgoto;
  • Acessibilidade ao bairro.

Caso o imóvel esteja localizado dentro de um condomínio fechado, é necessário verificar quais são os espaços de lazer que o local oferece, por exemplo, se tem piscina, quadra poliesportiva e churrasqueira, pois isso também influencia no preço do imóvel.

Propriedades localizadas em bairros com uma boa infraestrutura, áreas verdes e uma ampla rede de comércios também costumam ser mais valorizadas. 

Tenha atenção ao acabamento

Um bom acabamento é um divisor de águas na avaliação do imóvel. Se ele foi construído com materiais de qualidade, mais duráveis e que não precisam de manutenção, reparos e reformas no futuro, será mais valorizado.

A idade do imóvel também faz diferença na avaliação?

Sim, pois a idade do imóvel leva em consideração a depreciação ao longo dos anos e também a tecnologia que foi empregada. Por isso, fique atento: quanto mais novo, geralmente, maior será o valor agregado.

Quais cuidados você deve tomar ao escolher fazer uma permuta de imóveis? 

Obter um imóvel por meio de uma permuta é um processo menos burocrático e mais econômico. No entanto, é necessário tomar alguns cuidados antes trocar a sua propriedade por outra, veja abaixo quais cuidados você deve ter: 

Compare os preços no mercado

Para não pagar mais ou menos pelo imóvel, é recomendado comparar os preços no mercado. Pode ser que a precificação do imóvel que você quer adquirir esteja supervalorizada. 

Por isso, faça uma avaliação do imóvel com um especialista e garanta que o seu imóvel seja compatível com o que você está comprando.

Entenda os motivos da permuta

Entender o porquê a pessoa está fazendo uma permuta é bem interessante. Por isso, converse com o outro proprietário e saiba o que o motivou. Dependendo da resposta, é melhor procurar outro imóvel! 

Quais tributos incidem sobre a permuta de imóveis?

Quem faz uma permuta de imóveis precisa pagar o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), cujo valor varia de 2% a 3% do preço da propriedade.

Já o Imposto de Renda (IR) só será cobrado quando a permuta for feita com imóveis de valores distintos. Nesse caso, quem obteve um ganho de capital pode ter que pagar um imposto sobre esse valor.

No entanto, existem algumas exceções na legislação a respeito da tributação sobre o ganho de capital com venda de imóveis. Por exemplo, quem adquire um imóvel construído em 1969 ou antes, está isento do pagamento do imposto de renda. 

Importante lembrar que, caso seja necessário pagar o imposto sobre ganho de capital, esse pagamento deverá ocorrer até o último dia útil do mês consecutivo ao da venda. 

Como declarar permuta de imóveis no imposto de renda?

Esse é um assunto importante, pois para fazer seu Imposto de Renda vai depender do tipo de permuta que foi feito.

Dessa forma, quando não existe torna: pelo fato de não ter complementação do valor, a Receita Federal isenta a transação do Imposto de Renda. Pois entende-se que o valor do imóvel é o mesmo que foi declarado pelo antigo proprietário.

Contudo, caso tenha existido a torna e o pagamento do Imposto de Renda sobre o ganho de capital, será necessário informar o pagamento do tributo na sua declaração anual. 



terça-feira, 9 de junho de 2015

Entenda as condições de financiamento de imóveis residenciais

Entenda as condições de financiamento de imóveis residenciais

*Valores de imóveis e de financiamento para os Estados: DF, MG, RJ e SP. Demais Estados: valor de imóvel R$ 650 mil e de financiamento R$ 520 mil.
** As taxas poderão variar de acordo com o relacionamento do cliente ou alteração por parte da instituição sem aviso prévio.

Condições gerais de imóveis até R$ 750 mil – SFH

  • Linha de crédito: Sistema Financeiro de Habitação (SFH)
  • O imóvel pode ser novo ou usado (exceto Caixa)
  • Permitido o uso do FGTS
  • É possível comprometer no máximo 30% da renda
  • Sistema de Amortização Constante SAC ou Tabela Price. 

Condições gerais de imóveis acima de R$ 750 mil – SFI

  • Linha de crédito: Taxa de mercado – SFI
  • O imóvel pode ser novo ou usado (exceto Caixa)
  • Sem uso do FGTS
  • Sistema de Amortização Constante SAC ou Tabela Price
POR MI · 8 DE JUNHO DE 2015

domingo, 7 de junho de 2015

HÁ UMA BOLHA IMOBILIÁRIA NO BRASIL ?

Caro leitor,
Outro dia eu estava conversando com um desses consultores financeiros para clientes “private” (aqueles que têm mais de US$ 1 milhão em ativos) com sede em Miami, EUA e comentamos sobre a verdadeira montanha russa que um conhecido meu tinha experimentado no mercado nos últimos 14 anos.
Veja, há 14 anos esse conhecido havia comprado um apartamento por US$ 100 mil. Este apartamento chegou a valer mais de US$ 1 milhão 5 anos depois (no momento de pico de mercado); mas com a crise de 2008 voltou aos US$ 100 mil iniciais. Atualmente o mesmo apartamento está avaliado em torno de US$ 350 mil. Como esse é o imóvel de moradia e tinha sido comprado por um bom preço, toda essa flutuação acabou sendo só uma história para contar para os netos.
Agora imagine se você tivesse tido o azar de comprar este imóvel no pico de US$ 1 milhão e, pior do que isso, se o tivesse comprado financiado. Isso seria um erro que poderia ter acabado com a vida financeira de qualquer um, não é?
Mas o que afinal é uma bolha imobiliária?
Para sabermos se estamos em uma bolha imobiliária ou não aqui no Brasil, precisamos primeiro entender do que se trata. Usando como exemplo o que aconteceu no mercado americano e com base na premissa de que um gráfico vale mais do que mil palavras, bolha imobiliária é isso:
gráfico preço imoveis Las Vegas
Este é um gráfico dos preços dos imóveis em Las Vegas, EUA desde 2001. Os preços mais do que dobraram e voltaram ao mesmo patamar de antes da bolha. Houve uma queda de mais de 60% para quem comprou lá no pico. O mercado de Las Vegas foi um dos que mais sofreu com a crise americana. Na média, o mercado americano caiu 27% do pico ao fundo da crise.
Contudo, é importante explicar: quando um mercado imobiliário está com preços nas nuvens não necessariamente significa que está sob uma bolha. E por quê?
Pois a bolha se caracteriza por um mercado imobiliário:
I) Com preços substancialmente maiores do que os historicamente observados
e
II) Principalmente por causas insustentáveis no longo prazo que, consequentemente, resultam em uma forte queda de preços em um período seguinte.
Para exemplificar o item I acima, no caso americano o fator insustentável principal e que inflou (e desinflou) os preços foi o nível excessivo de crédito imobiliário oferecido por lá. Foram US$ 6 trilhões a mais de crédito entre 2003 e 2008, equivalente a 150% do PIB atual do Brasil, concedido em crédito às famílias americanas para a compra de imóvel! É muita coisa.
Mas e no Brasil? O forte crescimento dos preços dos imóveis (quintuplicaram desde 2001) e o expressivo aumento de 5x na participação de financiamentos no PIB desde 2007 configuram a formação de uma bolha que está prestes a estourar?

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Todas as imobiliárias e corretores de imóveis devem se cadastrar no COAF


O Ministério da Fazenda criou o Conselho de Controle de Operações Financeiras – COAF – com o intuito de fiscalizar as operações suspeitas de lavagens de dinheiro. A Lei 9.613/98 que institui este órgão também determina que os Conselhos de Fiscalização Profissional exijam o cadastramento e o lançamento de operações financeiras de todos os credenciados no site do SISCOAF.
Para cumprir essas obrigações o Conselho Federal de Corretores de Imóveis – COFECI – normatizou a Resolução 1.168/2010 que fiscaliza o cumprimento das exigências contidas na Lei 9.613/98 e suas alterações.
Na entrevista abaixo o presidente do Creci-PR, Admar Pucci Junior, esclarece alguns pontos relevantes sobre esse assunto.
O que é o COAF?


É o órgão ligado ao Ministério da Fazenda, instituído pela Lei 9.613/98, responsável por controlar as operações financeiras suspeitas de atividades ilícitas e que se sujeitam a indícios da lavagem de dinheiro.

O que é o SISCOAF?

É o Sistema de Controle de Atividades Financeiras, implantado e administrado pelo COAF (Conselho de Controle de Operações Financeiras), para cadastrar, receber e armazenar os dados de todas as negociações imobiliárias que excedam o limite disposto na lei.

Quem é obrigado a se cadastrar e declarar as transações imobiliárias ao COAF?

As pessoas físicas e jurídicas que exercem atividades de promoção imobiliária na compra e venda de imóveis de forma eventual ou permanente como atividade principal ou acessória.

Quais operações imobiliárias devem ser declaradas ao COAF?

Todas as transações imobiliárias iguais ou superiores a R$ 100 mil reais.

Como inserir os dados no SISCOAF?

Os dados devem ser inseridos no portal: www.coaf.fazenda.gov.br.

Que tipos de sanções são previstas no caso descumprimento da Lei 9.613/98?

A ausência do cadastro e do envio de informações prevê pelo COAF sanções de advertência, multa de até R$ 20 milhões, inabilitação temporária para o administrador e cassação da autorização. O profissional pode incorrer também nas penas de advertência, censura, multa, suspensão e até cancelamento do registro pelo CRECI/PR.

Qual será a posição do Creci-PR diante dessas obrigações?

O Conselho encaminhará para todos os corretores de imóveis e imobiliárias um folder explicativo. Além desse material, o CRECI-PR disponibilizou no site www.crecipr.gov.br mais informações sobre o COAF, a Lei 9.613/98 e a Resolução 1.168/2010. Nesse primeiro momento iremos orientar os profissionais e as imobiliárias sobre o que é o COAF, qual é a sua função e como deve ser feito o cadastramento no SISCOAF.
Fonte: Creci-PR
 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Vender com luxo. Vender o luxo. Simplesmente vender.

Vender com luxo. Vender o luxo. Simplesmente vender.


A arte de vender com prazer elevam o conceito comercial para os imóveis de luxo no Brasil. Transformar conversas em números, negócios e lazer nos dá a verdadeira dimensão quando trabalhamos com empreendimentos luxuosos.

A venda nada mais é do que uma atitude positiva, com precisas opiniões sobre valor, contexto e arte. Como valorar as coisas se estas estão fora de um contexto formal de apresentação? E se cada indivíduo perceber o luxo no seu próprio modo de viver, na concepção pura e simples daquilo que lhe dá satisfação, independente da valoração monetária? O jornal "The Washington Post" lançou um debate sobre o valor aliado ao contexto.

De forma extremamente imaginativa, convidou um músico de renome internacional, a tocar seu instrumento em uma entrada de metrô. Com roupas simples, este músico executou durante alguns minutos peças musicais consagradas em um violino "Stradivarius" fabricado no ano de 1713, avaliado em mais de três milhões de dólares. Seu nome? Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo.

Antes havia tocado no "Symphony Hall" de Boston, onde foram vendidos os melhores lugares por mil dólares. Foi praticamente ignorado pelas pessoas que por ali circulavam e esta obra de arte, sem a moldura, sem o contexto, sem a etiqueta de grife, não se tornou um luxo no quotidiano das pessoas ao redor.

O luxo conceito. O luxo como é visto. Simplesmente luxo.

O simples fato relatado acima nos faz rever o que entendemos pelo conceito de luxo; Não é simplesmente defini-lo pela moldura que ostentam, mas agregar qualidades específicas para um objeto ou espaço que se pareça com a individualidade de cada um.

Precisamos emoldurar a mercadoria e colocá-la dentro de um contexto para que a mesma ostente padrões gerais de luxo. Atingir apenas este objetivo não é suficiente. A necessidade deste contexto clama para o luxo individual, o que cada pessoa possui no seu âmago como desejo de luxo.

Um trabalho incansável para o "Marketing para o Mercado de Luxo", que será o responsável pela moldura no aspecto amplo da apresentação e definirá regras específicas no contato com as pessoas com potencial interesse na aquisição. Regras mutáveis, nunca rígidas, transformando o interlocutor na apresentação do objeto de luxo como um verdadeiro artista, com atitudes diretas, demonstrando ser um profundo conhecedor da obra de arte que representa.

A empresa arte. A empresa destaque. Simplesmente empresa.

Valorar a empresa pela qual responde é uma ferramenta básica, mostrando de maneira seletiva as suas principais criações, fortalecendo a boa relação entre o objeto e o apresentador, transmitindo confiança na relação comercial exposta naquele momento.

Qual a verdadeira correlação da empresa que está sendo representada com o objeto imobiliário em destaque? Nesta fase, de papel determinante na estratégia de "marketing", teremos um objeto de luxo relacionado ao nome de construtoras ou incorporadoras, que certamente possuem notoriedade no ramo, por vezes fundamentadas em pilares sólidos da tradição, pela continuidade e criação de exuberantes obras.

Até que ponto este aspecto de criatividade, longevidade e capacidade técnica serão suficientes para difundir um objeto de luxo? E o aspecto de que novas empresas surgirão no mercado, voltadas para este setor, e com criatividade e capacidade técnica poderão receber o aval deste público seleto como integrantes da nobreza construtiva? Este ponto de partida para o "marketing" no mercado de luxo está se tornando o diferencial entre a tradição comercial para a venda e as novas ferramentas utilizadas pelas recentes conquistas na era da informática.

O cliente luxo. O cliente na empresa. Simplesmente cliente.

O fator da verticalização direcionado ao exclusivo "marketing" de luxo não propicia um estudo profundo sobre os métodos e ações a serem adotados, pelo contrário, existe uma gama de produtos a serem ofertados, e na maioria das vezes não conseguem direcionar o cliente com potencial de compra para um determinado empreendimento.

Este cliente é exigente, que adora exclusividade e deve ser atingido por empresa e pessoa preparada para esta atividade, em contato direto. Neste momento devem ser utilizadas as ferramentas da comunicação dirigida. A busca por exclusividade, qualidade e requinte desta poderosa parcela da população devem ser igualmente correspondidos na esfera relacionada à venda. Profissionais exclusivos e efetivamente preparados tornam-se preponderantes na formatação deste contato.

De nada adianta um "marketing" comercial extremamente eficaz se as pessoas responsáveis pelo contato não estão engajadas ao segmento de alto luxo; Interagir no momento certo entre o vislumbre do "status" e o sucesso aliado ao bom gosto é a fórmula de uma apresentação com grandes possibilidades de êxito. Quem são estes consumidores? Como alcançá-los? Fazer a prospecção deste grupo não é tarefa das mais simples, exige um esforço administrativo e criativo de elevado grau de responsabilidade, principalmente porque este público seleto questiona quando consultados e se sentem agredidos se a procura pelos seus nomes é apenas para realizar uma venda. Desnecessário enfatizar que ligações e correspondências passam por assessores e secretárias.

Relacionamento cliente e luxo. Simplesmente relacionamento.

Apesar desta relutância em fornecer informações, este público tem sua afinidade e relacionamento formado pelo próprio empresário de cada setor comercial, onde cada ação deve ter um objetivo de acordo com o retorno esperado. Formam-se as "listas seletivas" e estas tem valor imensurável. Guardadas a sete chaves, manipuladas com zelo e segurança, tornam-se o principal elo de ligação e propiciam a iniciativa comercial tão desejada.

O mercado de luxo cresce ano após ano no Brasil e todo contato deve ser de forma diferenciada, familiarizando a empresa com o cliente em prospecção, diferenciando estilos próprios de cada um e fidelizando este cliente através do concreto apelo de dar-lhe a ciência da sua importância, da lembrança do seu nome para com a empresa que representa. Pessoas hábeis e treinadas devem desenvolver este segmento, fortalecendo o conceito do relacionamento.

Errar neste corpo a corpo pode levar a um tropeço com consequências imprevisíveis, propiciando oportunidade para que outras construtoras aumentem a sua participação no mercado de luxo. O diferencial é a ação executada em parceria com o relacionamento social. O que faz um cliente de alto padrão procurar um segmento de venda diferente da própria execução? Simples! Confiança.

A certeza de que o seu nome estará em mãos seguras em relação ao sigilo, com confidencialidade, sendo conduzido por diretores empresariais com a ciência no objetivo da venda, mas que priorizam este relacionamento de forma extremamente segura, polida e assertiva.

A venda de imóveis de alto padrão representa uma parcela pequena no setor, mas com uma peculariedade, a rotatividade neste segmento é elevada. Para alcançar este público alvo faz-se necessário um "marketing" diferenciado, com a meta de encantar o cliente desde os primeiros contatos até a exposição do imóvel para a venda. Deve haver uma sinergia positiva entre todas as pessoas envolvidas no contexto geral da apresentação.

Profissional e luxo. Fator humano. Simplesmente entusiasmo.

Reportando-nos ao já descrito anteriormente, temos a convicção de estabelecer uma regra geral e indissolúvel para o segmento de luxo. De nada adianta todo um planejamento técnico, com uma mídia com alta tecnologia de penetração ao nosso cliente alvo, se o seu desfecho estiver incoerente com a chamada cuidadosamente planejada.

Entramos no fator humano, e como em uma retórica histórica, depende deste o final de sucesso tão desejado para o mercado de luxo, apesar de todos os avanços técnicos e artifícios de "marketing" utilizados nos dias atuais. Escolher um profissional no ramo de venda, capaz de conduzir bens relacionados ao luxo, requer um total comprometimento com o setor. Um atendimento personalizado levará o cliente a relatar aspectos da sua vida em relação ao novo empreendimento.

Este profissional deverá interagir com o nível social e monetário que representa, sendo parte constante deste meio, agindo com naturalidade e apto para discernir sobre os mais variados temas que exige uma boa conversa, regada a cultura e atividades econômicas do dia a dia. O luxo deverá estar presente em cada detalhe no "marketing" e não poderá ser esquecido que o contato direto também faz parte deste luxo. Este contato efetivo será o grande responsável pelo reconhecimento da marca e a consequente fidelidade.

Com a responsabilidade do sucesso atribuída ao fator humano, eleva-se ao primeiro plano a difusão e a compreensão das atividades ligadas ao "marketing" de relacionamento. Quando a mediação imobiliária de luxo voltada ao relacionamento, está extremamente preparada para este segmento e apta a representar uma marca de inegável qualidade, possuindo as mais atuais ferramentas ligadas à informática aliadas a capacidade profissional, o projeto em destaque torna-se incomparável e vitorioso.

Na prática, o "marketing" de luxo e relacionamento estão em perfeita sintonia, vão além da conotação didática e estão intimamente interligados. Enquanto o "marketing" de luxo denota as qualidades pelo material utilizado no acabamento, o de relacionamento difunde os atributos arquitetônicos, com uma visão técnica do habitar e não simplesmente dar conotação a visão financeira do empreendimento. A fusão acima está inserida em uma estratégia de "marketing" para os imóveis de luxo, onde o atendimento faz a diferença no desempenho das vendas por meio da fidelidade.

Fidelidade do luxo. Fidelizar cliente. Simplesmente fidelizar.

Personalizar a fidelidade é o mais puro aspecto de valorar a pessoa com as suas características atinentes as necessidades de momento, sonhos e a própria personalidade. Novamente instrumentos de "marketing" são dependentes do fator humano. O cliente sabe que ele pode escolher e quando as ferramentas interativas de mecanismos de busca da internet o conduzem a sua página de apresentação, é inquestionável a comparação com o de outras instituições.

O seu diferencial será ter um profissional capaz de ser o "algo a mais" que este cliente está procurando. De forma educada e cortês, com princípios éticos de ter o mesmo tipo de valores morais do cliente. Quando a WEB e o e-mail são preferidos para os contatos iniciais, a capacidade de explanação e divulgação são fatores de desequilíbrio para atender as primeiras solicitações sobre o empreendimento. O "marketing" de luxo contempla a realidade e a verdade com objetividade na percepção exata de como ele será entendido.

Fazer um cliente sentir-se a vontade e feliz para com uma empresa e torná-lo um divulgador gratuito é tê-lo como parceiro. Um cliente de luxo que entende o quão é importante para os negócios de uma empresa dificilmente a trocará por uma concorrente. Voltamos ao interlocutor entre o imóvel de luxo e o cliente, pessoa perspicaz e ativa, pronta para antecipar as expectativas e anseios do cliente almejado, pronta para ser convidada para um cafezinho pelo simples fato de conhecer o mercado de luxo. Sem dúvida alguma, este interlocutor fidelizou mais um cliente.

Conquistar o luxo. Manter o luxo. Simplesmente ser o luxo.

O trabalho para conquistar o mercado de luxo é árduo, mas para mantê-lo é redobrado. Necessário se faz melhorar e inovar, pois certamente outros hão de querer o seu espaço. A melhoria contínua é o destaque na manutenção dos objetivos alcançados, com uma filosofia e uma cultura para atender ao mercado de luxo, com atitudes e processos voltados a atingir o objetivo da venda.

Empresas de sucesso, desvinculadas de grandes construtoras e incorporadoras, desenvolvem este estudo com profissionais habilitados. Com a finalidade principal de ser vista e ser lembrada, com estratégias precisas de "marketing" via WEB, onde o conhecimento técnico de comunicação e divulgação, aliado ao relacionamento social, elevam as probabilidades de sucesso na exposição de empreendimentos de luxo.

Concomitantemente, a melhor propaganda da sua empresa é a sua própria empresa, onde um nome já consagrado e de sucesso já é reconhecido pelos serviços executados. Esta força conjunta de trabalho é o caminho mais eficaz para o mercado de luxo, onde a união do potencial construtivo com a eficiência na utilização dos canais de divulgação e contato, sempre sigilosos, oferece a relação para o sucesso.

Mimos e sutilezas podem garantir um bom negócio e novamente o fator humano é decisivo. Sua empresa, está apta para este desafio? A filosofia e a cultura do luxo fazem parte do seu quotidiano? Lembre-se! A oferta no mercado de luxo não é exclusiva e sim, definida pelos empreendimentos e serviços de divulgação que oferecem explanações técnicas e emocionais aos clientes do padrão desejado.

Inácio Rodrigo de Castro / Catena & Castro Real Estate