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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

O que é blockchain? Como funciona a tecnologia?


O que é blockchain? Como funciona a tecnologia?

Com o sucesso do Bitcoin, a tecnologia por trás da moeda digital vem sendo falada em todos os grandes portais de notícias. Muitas empresas anunciam que estão pesquisando aplicações da tecnologia no seu cotidiano.
E elas tem toda razão, afinal, é uma tecnologia inovadora que pode ajudar em muitos processos diários. Mas por que ela é tão revolucionária? Ao longo desse post você vai descobrir.
Não existe nada de misterioso por trás do Blockchain, por mais que a maioria das pessoas falem que “o nome parece complexo’.

Como funciona?

Olhando pelo lado simples o blockchain nada mais é do que um livro razão público (ou livro contábil) que faz o registro de uma transação de moeda virtual (a mais popular delas é o Bitcoin), de forma que esse registro seja confiável e imutável.
Ou seja, ele registra informações como: a quantia de moedas transacionada, quem enviou, quem recebeu, quando essa transação foi feita e em qual lugar do livro ela está registrada.
Ele armazena essas informações, esse conjunto de transações, em blocos carimbando cada bloco com um registro de tempo e data. A cada período de tempo (10 minutos no blockchain), é formado um novo bloco de transações, que se liga ao bloco anterior.
Os blocos são dependem um dos outros e formam uma cadeia de blocos. Isso torna a tecnologia perfeita para registro de informações que necessitam de confiança, como no caso de uma transação de moeda.
A rede do blockchain é formada por mineradores que verificam e registram as transações no bloco.
Para que isso seja possível, eles emprestam poder computacional para a rede. Como incentivo para continuarem colaborando e tornar a rede sustentável, eles recebem uma recompensa em moeda digital.
O minerador só pode adicionar uma transação no bloco se a maioria simples (50%+1) da rede concordar que aquela transação é legítima. O nome disso é o consenso da rede blockchain. No caso do Bitcoin, o consenso é medido através de poder computacional.
Resumindo, a tecnologia blockchain é um livro contábil público e distribuído que registra todas as transações de moeda virtual em uma cadeia de blocos, que qualquer um pode participar.
Sua distribuição torna o sistema seguro enquanto todos os membros da rede forem honestos. Vamos ver com mais detalhes abaixo.

Como funciona o blockchain?

Ao invés dessas informações ficarem armazenadas em um computador central, no blockchain, essa mesma informação fica armazenada em milhares de computadores espalhados pelo mundo inteiro.
Cada computador da rede detém uma cópia integral do banco de dados, o que torna as informações inseridas nele extremamente seguras e confiáveis, porque não há um ponto único da ataque.
Ou seja, eu não posso ir no computador central do blockchain e roubar os registros de transações e modificá-los. Porque cada computador dessa rede possui um registro dessas informações. Se você tentar modificar o banco de dados de um computador, ele será expulso pelo restante da rede.
Na imagem abaixo, o blockchain é equivalente à figura (C), enquanto a maioria dos bancos de dados é representada pelas imagens A e B. No caso do blockchain, caso uma única estação seja comprometida, a rede continuaria funcionando normalmente com quase nenhum impacto.
exemplo de funcionamento do blockchain para o texto o que é blockchain
Cada computador da rede detêm uma cópia do banco de dados, ou seja, a tecnologia blockchain é uma rede peer to peer. Além disso, eles auditam todas as informações de forma a buscar e eliminar a possibilidade de fraudes.
Todo e qualquer processo de decisão no blockchain é estabelecido através de um consenso de maioria simples. Para que uma informação seja inserida no banco de dados, o consenso da rede de computadores deve reconhecê-la como legítima.
O nome blockchain remete à uma cadeia de blocos que estão interligados e que são dependentes um do outro. Mas como os blocos entraram nessa discussão? É muito simples. As informações são armazenadas em blocos.
Todo bloco tem um resumo de todas as informações inseridas nele, o resumo do bloco é conhecido como Hash. O conteúdo de um bloco é formado por: informação + hash do bloco anterior + hash do bloco.
Conforme mais informações são transmitidas, elas aguardam na fila até serem inseridas em um bloco.
O hash do próximo bloco de informações deve ser compatível com o hash do bloco anterior, quando isso ocorre, os dois blocos se ligam e se tornam dependentes um dos outros. De tal forma que um bloco não pode ser modificado sem o consenso de toda a rede.

Porque é tão difícil atacar o blockchain

Suponha que temos um blockchain que esteja no bloco 99. Temos um hacker que deseja apagar uma transação que está inserida no bloco 0. Como ele faria para tentar atacar esse banco de dados?
Nesse caso ele deveria apagar a transação no bloco 0, controlar a maioria de todos os computadores da rede, ou seja, o consenso da rede e descobrir os hashes dos próximos blocos até o atual (bloco 99).

Ainda vale citar que ele deve fazer isso tudo em 10 minutos, que é o tempo do próximo bloco ser formado. Porque quanto maior essa cadeia de blocos vai ficando, menores se tornam as chances do seu ataque ser bem sucedido. O nome desse ataque é ataque de maioria.
Caso um bloco 100 seja formado durante a sua tentativa de ataque, suas chances de ser bem sucedido diminuem drasticamente até chegarem a 0, porque ele vai ter que começar todo o trabalho novamente até alcançar o bloco 100 antes do restante da rede.
O hacker não poderia simplesmente modificar informações na blockchain sem controlar a maioria da rede.
A possibilidade de ter um banco de dados extremamente segura com informações íntegras torna o blockchain extremamente atrativo para empresas que precisam manter registros permanentes e confiáveis. Ver o vídeo abaixo pode te ajudar:

Como os blocos são formados?

Lembra dos computadores que auditam a rede? Eles não fazem isso de graça. O trabalho deles é minerar os blocos com as informações e formar um hash compatível com o do bloco anterior.
E isso é muito difícil, porque encontrar esse hash requer uma alta frequência de cálculos. O que é perfeito para executar milhares de cálculos rapidamente? Exato, um computador com alto poder de processamento.
No caso do Bitcoin, essas informações registradas no blockchain são as transações, que recebem uma confirmação da rede após o bloco em que elas estão inseridas ser minerado.
Quando esse bloco é minerado, o computador que encontrou o bloco recebe uma recompensa de 12.5 Bitcoins. E não, não dá para minerar bitcoin em casa, desde 2013 isso se tornou inviável.
Então existe um alto custo para atacar um blockchain onde muitos computadores cooperam. De tal forma que o prejuízo seria tão grande que a pessoa que deseja atacar a rede provavelmente iria preferir cooperar com ela para ganhar uma recompensa maior.
Se você se interessou por mineração, nós temos um podcast no qual você pode se aprofundar no assunto de forma divertida:

Como o Blockchain pode ser utilizado na prática?

O Blockchain não é aplicável em todas as situações e negócios. A tecnologia é perfeita para aquelas empresas que precisam registrar informações de forma confiável e transparente.
Por exemplo, o blockchain seria perfeito para uma empresa que deseja vender ingressos infalsificáveis, registro de terras, registro de identidade, contratos, autenticação de documentos e rastreamento de produtos.
Apesar de parecer que estou falando de futuro, todas essas aplicações de Blockchain já existem a já estão funcionando. Em Dubai não será mais possível registrar terras a não ser utilizando Blockchain. A Civic é uma plataforma online que permite o registro de documentos e identidade.
A plataforma do Ethereum permite a criação de contratos inteligentes entre duas pessoas, sem necessidade de intermediário. A OriginalMy, empresa brasileira, também faz autenticação e registro de documentos, como um cartório online baseado em blockchain.
Já existem redes sociais como Minds e Steemit que são baseadas no blockchain do Ethereum, que é a plataforma do Ether, o que torna essas redes perfeitas para garantir a liberdade de expressão de seus usuários.
Ou seja, essas coisas já estão acontecendo e não devem levar muito tempo para ocorrerem em larga escala nas grandes indústrias.
Caso queira se aprofundar no assunto, principalmente em contratos inteligentes, tem um podcast do qual participei, o Conexão Satoshi, que você pode conferir abaixo:
https://soundcloud.com/cointimes/conexao-satoshi-06-o-vingador-do-futuro-ethereum-e-contratos-inteligentes

“Blockchain” privado ou permissionado

Essa tecnologia vem ganhando destaque nos últimos anos. O blockchain é uma tecnologia DLT (Distributed Ledger Tecnology ou Tecnologia de Banco de Dados Distribuídos). Muitas pessoas confundem DLT com Blockchain, sendo que o blockchain é apenas um tipo de DLT.
Nem toda DLT é um blockchain, muitas vezes ela é só uma rede de computadores compartilhando o mesmo banco de dados. Muitas das vezes essas redes são pequenas e centralizadas, o que é oposto do blockchain.
As maiores virtudes da blockchain são: distribuição e descentralização da rede, segurança da imutabilidade dos dados e transparência.
Se você cria um blockchain privado, a sua rede perde todas as características que são justamente o maior destaque da blockchain. Sua rede provavelmente será fraca, centralizada e fácil de subverter.
O consenso do blockchain do Bitcoin é formado por milhares de pessoas e possui um poder computacional gigantesco.
Esse sistema não é controlado por uma pessoa ou empresa, ele é a base do sistema financeiro do Bitcoin, isso torna a blockchain tão confiável. Se eu tenho um registro que pode ser alterado arbitrariamente por uma empresa, ele não é uma blockchain.
Não se deve jamais tentar separar o Blockchain e as Criptomoedas. Um depende do outro para sobreviver. Toda essa estrutura de poder computacional só é possível porque existe um benefício financeiro: as criptomoedas.
Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin, pensou nisso desde o começo do desenvolvimento da tecnologia. Sua engenhosidade torna a tecnologia tão fantástica e inovadora.
Por: Lucas Bassotto









sábado, 30 de novembro de 2019

Além do aluguel, Quinto Andar irá intermediar compra e venda de imóveis

Além do aluguel, Quinto Andar irá intermediar compra e venda de imóveis


A startup Quinto Andar começará a atuar em um novo mercado a partir do dia 2 de dezembro. A empresa, que surgiu como uma plataforma digital de locação de imóveis, irá intermediar a compra e venda de imóveis.

A expectativa é que a startup descomplique o processo de compra e venda de imóveis com a tecnologia, assim como fez com os aluguéis. Pela plataforma, hoje é possível alugar um espaço sem visitá-lo pessoalmente (mas há a possibilidade, caso haja a preferência) e sem a necessidade de um cheque caução, por exemplo.

Construtech 2020: Saiba como as novas tecnologias e mudanças de hábito do consumidor estão transformando o setor de construção

A companhia tem, como um dos objetivos, a redução de gastos e a diminuição de problemas típicos destes processos. “A falta de informações de qualidade sobre a situação legal da propriedade, assim como a dificuldade em obter toda a documentação correta são problemas comuns que atrasam todo o processo”, conta Gabriel Braga, cofundador do Quinto Andar, no anúncio. O QuintoAndar cobrará a taxa de 6% nas transações.

No início, a startup irá focar em imóveis da cidade de São Paulo. A expectativa é que o serviço seja, aos poucos, expandido para outros locais. Atualmente, o Quinto Andar promove o aluguel online de imóveis em 29 cidades. Em setembro deste ano, companhia recebeu um investimento de US$ 250 milhões liderado pelo Softbank e se tornou um unicórnio brasileiro — isto é, o seu valor de mercado alcançou US$ 1 bilhão.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Caixa anuncia redução de juros a 6% em 2019

 Caixa Econômica Federal aguarda autorização do Banco Central para anunciar, nas próximas semanas, uma redução de até 31,5% dos juros dos financiamentos imobiliários. Como o banco estatal detém mais de 70% do crédito habitacional do país, outras instituições também podem derrubar suas taxas para evitar a perda de novos clientes.
Atualmente, os contratos de financiamento habitacional são corrigidos pela TR (Taxa Referencial, hoje zerada). Os bancos cobram um adicional que costuma variar de 8,5% a 9,5%.
Com a mudança, a Caixa vai reajustar os contratos pela inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). O IBGE aferiu que esse índice deve fechar em 3,82% neste ano.
Apesar de aplicar uma correção que hoje inexiste, na outra ponta o banco abrirá mão, em um montante maior, de suas próprias taxas, que acabam por onerar os empréstimos concedidos. O que ainda está em discussão na Caixa é a taxa adicional, que poderá variar de 2% a 3%.
Clientes da Caixa ou com boa avaliação de crédito na praça pagarão juros menores. Isso significa que, na prática, o juro total sofrerá cortes entre 28% e 31,5% em relação ao modelo vigente. Somando juros e taxas cobrados, seriam 8,5% (no modelo pela TR), ante 5,82% (no modelo pelo IPCA), e 9,5% (pela TR), ante 6,82% (pelo IPCA).
A direção da Caixa e a equipe econômica, que avalizou a mudança, pretendia fazer o anúncio na próxima semana alinhando-se com uma possível redução da Selic, a taxa básica de juros da economia que está em 6,5% ao ano.
No entanto, o Banco Central ainda avalia o pedido de mudança dos indexadores. Caso aprovada, a nova regra só valerá para novos contratos. Não será possível migrar de um modelo para outro.

Estímulo a novos empréstimos

Com a redução dos juros, o banco pretende estimular novos empréstimos e, com a receita desses pagamentos, emitir títulos imobiliários no mercado.
O movimento, no entanto, é completamente diferente daquele implementado pela ex-presidente Dilma Rousseff, que, em 2012, forçou a Caixa e o Banco do Brasil a cortar juros nos empréstimos.
A iniciativa de Dilma não deu resultado. Na época do governo da petista, os bancos amargaram prejuízos e, pouco depois, voltaram atrás elevando suas taxas.
Desta vez, a ideia da Caixa é reduzir os juros ao trocar o indexador dos contratos, o que permitirá usar o fluxo de pagamento dos financiamentos como lastro para a emissão de títulos a serem negociados no mercado —um processo conhecido como securitização.
Com os recursos da venda de papéis, a Caixa poderá conceder novos financiamentos, amortizando custos.
Recentemente, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, estimou que poderá emitir até R$ 100 bilhões em papéis lastreados com financiamentos imobiliários. No primeiro ano, esse número seria de R$ 10 bilhões.
Cálculos conservadores indicam que a Caixa poderia dobrar sua carteira de crédito habitacional, passando dos atuais R$ 449 bilhões, no primeiro trimestre deste ano, para quase R$ 1 trilhão.
Nos Estados Unidos, o mercado de securitização imobiliária causou uma das mais graves crises financeiras mundiais. Em 2008, grandes bancos foram à lona por terem adquirido títulos podres de hipotecas americanas.
Para evitar esse risco, a Caixa só vai securitizar financiamentos com índice baixo de inadimplência. Contratos do Minha Casa Minha Vida, por exemplo, ficarão fora.
Hoje, mais de 90% de sua carteira de crédito imobiliário tem atraso de, no máximo, dois meses.
— Para o investidor, é muito melhor você comprar um papel que segue um indicador de mercado (o IPCA, que mede a inflação)— diz Daniel Malheiros, sócio da RBR Asset. — A TR é um índice muito sensível ao risco de governo.
Para Malheiros, a mudança levaria o investidor a considerar a compra de um título imobiliário. Hoje, quem compra um título do Tesouro já prefere o pós-fixado. 
— Os (títulos do Tesouro) mais procurados são aqueles corrigidos pela inflação.

Estratégia de reacender a economia

A iniciativa da Caixa está alinhada com uma estratégia do governo de reacender a economia, que flerta com a recessão.
Desde o início do governo Jair Bolsonaro, há seis meses, a equipe econômica rebaixou três vezes a estimativa oficial de crescimento para este ano.
A área de construção costuma ser o principal sensor da atividade econômica. Quando o setor vai bem, passa a contratar, arrastando outros ramos de atividade porque está entre os que mais demandam trabalhadores.
Até o momento, a Caixa tinha anunciado uma redução de 1,25 ponto percentual nas taxas de juros para financiamentos imobiliários concedidos com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que hoje responde por quase 40% do total dos financiamentos.
Também abriu rodadas de renegociação de contratos em atraso concedendo, em alguns casos, até 90% de descontos de juros. Essa campanha atingiu 2,3 milhões de pessoas.
No governo e na cúpula do banco, a redução ampla dos juros imobiliários é considerada uma "revolução". O plano foi traçado por Guimarães, da Caixa, durante a transição.
Essa queda faz parte de um conjunto de medidas para reaquecer a economia que devem ser anunciadas pelo presidente Jair Bolsonaro.
Dentre elas, está a possibilidade de saques das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ) e do PIS/Pasep, que podem movimentar mais R$ 30 bilhões.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, só pretendia liberar os saques depois de aprovada a reforma da Previdência no Congresso.
No entanto, com a queda consecutiva da atividade econômica, preferiu dar uma injeção no PIB, que pode crescer até 0,4 ponto percentual com essa medida.

Como é hoje?

Os contratos são corrigidos pela TR (Taxa Referencial, hoje zerada) e o banco cobra uma taxa adicional sobre esse valor, que varia de 8,5% a 9,5% ao ano.

Como ficará?

Os contratos devem ser corrigidos pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE, e o banco deve cobrar uma taxa adicional entre 2% e 3% ao ano. Como o IPCA projetado para este ano é de 3,82%, na prática, os juros dos financiamentos devem girar entre 5,82% e 6,82% ao ano.

Por que a Caixa está fazendo isso?

Ao mudar a indexação dos contratos, o banco consegue emitir títulos no mercado que terão como garantia o pagamento das parcelas dos financiamentos habitacionais. Com a venda desses títulos, a Caixa conseguirá compensar a redução das taxas adicionais e ampliar a oferta de crédito imobiliário.

Não há risco?

A Caixa responde por mais de 70% do crédito imobiliário do país, e mais de 90% dessa carteira tem inadimplência muito baixa.

31,5%

será a redução máxima de juros para os clientes que forem da Caixa e tiverem bom histórico de pagamento; para os demais, a redução pode ser de 28%.

R$ 100 bilhões

é o potencial previsto pela Caixa para emissão de títulos a partir deste ano.

R$ 447 bilhões

foi o saldo da carteira de crédito imobiliário da Caixa no primeiro trimestre deste ano. Deste total, fatia de 40% foi concedida com recursos do FGTS
Fonte: Caixa

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Eles são famosos, ricos e… moram de aluguel!

Eles são famosos, ricos e… moram de aluguel!

Arte: Juliana Romano
Mas e se gente disser que, mesmo com dinheiro suficiente para comprar uma bela mansão (ou duas, três…), muitos famosos estão preferindo morar de aluguel?
Pois é, verdade. Eles preferem morar de aluguel para ter mais privacidade ou experimentar morar num bairro da moda ou ainda viver mais perto do trabalho atual.
Lady Gaga, por exemplo, não se importa em pagar $ 25 mil por mês para viver em Bel Air — um dos bairros mais luxuosos de Los Angeles.
Pagando o mesmo valor que a cantora, o ator Jim Carrey escolheu residir em Nova York, assim como a atriz Anne Hathaway — que paga $ 6,7 mil mensalmente por um apartamento no Brooklyn.
Desembolsando $ 20 mil todo mês, o cantor e ator Nick Jonas também prefere viver em Nova York — bem longe da sua cidade natal, no Texas, e do set de filmagens de Scream Queens.
Já Katy Perry não gasta tanto quanto os outros astros para residir em Hollywood. Seu custo com moradia gira em torno dos $ 8,5 mil por mês.
Assim como Britney Spears sofreu com os fotógrafos (lembra daquela chuva de paparazzi em 2007?), Lindsay Lohan também teve problemas de privacidade no passado. Além disso, sua vida como atriz pede que ela viaje constantemente. Desta forma, o aluguel acaba sendo a opção ideal para a eterna Mean Girl.
Mark Zuckerberg pode até ser dono do Facebook, WhatsApp e Instagram, mas a verdade é que o empresário prefere viver de aluguel como uma forma de conhecer não só a cidade, mas a vizinhança escolhida.
Esse motivo, aliás, é um dos favoritos de quem escolhe morar de aluguel, já que isso torna possível morar em um bom bairro, mesmo que não tenha dinheiro suficiente para comprar uma casa lá — o que não é o caso de Mark, obviamente.
Engana-se quem acha que somente pessoas mais jovens gostam da mobilidade que o aluguel oferece. A atriz Diane Keaton é famosa entre as celebridades pelo seu bom gosto em decoração e o aluguel de suas casas são disputadíssimos. Mas ela mesma escolhe morar — e decorar — a casa de Meg Ryan em Bel Air.
Mesmo com algumas propriedades, Angelina Jolie e Brad Pitt são os reis do aluguel. Com muitas viagens à trabalho — sejam filmagens ou filantropia -, o clã Jolie-Pitt gosta de sentir que está em casa onde quer que vá, sem necessariamente comprar uma para isso.
Também com algumas casas no Brasil, o jogador de futebol Neymar Jr. optou morar de aluguel em Barcelona. Além da cultura europeia não possuir a tradição da casa própria, para quem precisa entrar e sair de um país em um piscar de olhos devido sua profissão, uma casa alugada facilita muito a vida.
Quem confirma a tradição europeia é Tamara Beckwith. A modelo e socialite inglesa mora em Nova York com o marido, também europeu, e ambos acreditam que a ideia de propriedade é muito limitada, ainda mais com tantas coisas legais para alugar por aí!

Por: QuintoAndar

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Cartão aluguel, o que é e como funciona.

 Cartão aluguel, o que é e como funciona.


A partir de fevereiro, o cartão aluguel, lançado pela CEF (Caixa Econômica Federal) em dezembro passado, deve estar disponível aos usuários de todo o País.

De acordo com o banco, o cartão garante o pagamento de aluguel, sem a necessidade de contratar um fiador ou de garantia adicional.

Inicialmente, o cartão aluguel começou como um projeto piloto em quatro imobiliárias de São Paulo (2) e de Goiânia (2). A Caixa espera que, com a abertura do processo, 300 imobiliárias estejam cadastradas em todo o País a partir de fevereiro.

Como funciona
O processo de locação por meio do cartão deve ser realizado em uma das imobiliárias credenciadas pelo banco, as quais irão comercializar o plástico, bem como em uma das agências da CEF.

A CEF garante à imobiliária o recebimento de até 12 parcelas de aluguel não pagas, nas locações de imóveis residenciais. O cliente terá o limite-aluguel, usado somente para pagamento de aluguel nas imobiliárias, e o limite-rotativo, para compra em estabelecimentos comerciais, como um cartão convencional.

Quem não é cliente da Caixa também terá direito ao produto, mas precisa fazer o cadastro.

Alerta

Os consumidores devem ter cautela na hora de aderirem ao cartão aluguel, lançado pela Caixa Econômica Federal, alerta a Pro Teste - Associação de Consumidores.

De acordo com a entidade, mesmo se tratando de uma opção ao inquilino para ausentar a figura do fiador, o cartão pesará no bolso do usuário, que deverá arcar, além da anuidade de R$ 96, com a taxa de manutenção do cartão de 6,67% ao mês.

Ao final de um ano, esse encargo será equivalente a 80% do valor de um aluguel mensal, contabiliza a associação, que aconselha o inquilino a pesquisar também outras modalidades, como o depósito caução e o seguro-fiança. A entidade alerta que, nas opções oferecidas pelo mercado para não precisar de fiador, constata-se que há prejuízo do inquilino.

A advogada e sócia da Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados, Renata Lange Moura, compactua da mesma opinião divulgada pela Pro Teste.

"O usuário, por sua vez, não pode desconsiderar o custo de tal garantia, que corresponde, anualmente, a 80% de um locativo mensal, mais o valor da anuidade (R$96), e tampouco deve ignorar a taxa de juros que lhe será cobrada em caso de inadimplemento da fatura", conclui.

Locador
A advogada sustenta que a principal vantagem do locador  é a garantia de recebimento de até 12 aluguéis, mesmo que o usuário esteja inadimplente com suas obrigações na CEF.

"Não obstante o produto esteja sendo altamente festejado na mídia, o locador deve ficar atento ao fato de que a garantia se limita ao valor do aluguel, de modo que encargos da locação não satisfeitos, multas contratuais inadimplidas, eventuais avarias no imóvel e custas e despesas judiciais ficam desprovidas de garantia", diz a especialista.


Fonte: InfoMoney
http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=2025465&path=/suasfinancas/imove