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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Tire dúvidas sobre amortização e financiamento imobiliário


Há pouco mais de um ano publicamos nosso primeiro texto sobre amortização de financiamento imobiliário. Desde então temos recebido algumas centenas de mensagens de leitores, contendo perguntas sobre o assunto. Muitas delas são dúvidas técnicas, sobre as regras dos financiamentos. A maioria, porém, é de pedidos de sugestão sobre o que é mais vantajoso, financeiramente, diante de determinadas situações. As perguntas mais frequentes são: “Devo amortizar ou não?” e “Qual seria a melhor opção de amortização?”.
Algumas situações são mais claras, o que facilitou nossa resposta:
Tenho um saldo no FGTS. Compensa usá-lo para amortizar meu financiamento
R. Financeiramente, é vantajoso. O único fato a que se deve ficar atento é que o FGTS é uma reserva para emergências – como perda de emprego ou doença grave. Usá-lo na amortização significa abrir mão dessa reserva.
Tenho um financiamento pelo programa Minha Casa, Minha Vida, com juros anuais de 5%, e um dinheiro aplicado. Compensa retirar o dinheiro da aplicação para fazer uma amortização?
R. Financeiramente, não. Pelo menos enquanto os juros básicos da economia permanecerem altos, é vantajoso deixar o dinheiro em uma boa aplicação, rentável, segura e líquida, e seguir pagando o financiamento mês a mês.
Sou autônomo, tenho um faturamento que me permite viver bem, sem aperto. Sou um pouco desorganizado com minhas finanças e tenho dificuldade em juntar dinheiro. Tenho um saldo no FGTS, do tempo em que trabalhava pelo regime CLT, que penso em usar para amortizar meu financiamento imobiliário. Qual opção é mais adequada, amortizar diminuindo o prazo ou o valor da prestação?
R. Já que você não recebe mais FGTS e tem dificuldade em juntar dinheiro, não há grande perspectiva de nova amortização no futuro próximo. E como seu orçamento não está apertado, a melhor opção para você me parece ser a amortização diminuindo o prazo. Mas o melhor conselho, sem dúvida, é: organize-se. Se seu orçamento não é apertado, provavelmente você poderia estar juntando um dinheirinho todo mês, e poderia se livrar do financiamento antes do que imagina.
Se todas as perguntas fossem assim, seria simples responder. Mas a decisão sobre amortização de financiamento envolve muitos fatores. Por isso, em grande parte dos casos, a resposta inevitável é aquela que nós detestamos dar: “Depende”. Então, pelo menos, eu procuro responder à inevitável pergunta: “Depende de que?”
-Taxas de juros. Para saber se compensa ou não fazer uma amortização, é preciso comparar as taxas de juros do financiamento e da remuneração do dinheiro. Se a taxa do financiamento for maior que a da remuneração – como no primeiro exemplo acima –, em princípio compensa amortizar. Se a da remuneração for maior – como no segundo exemplo –, provavelmente não compensa.
-Prazo do financiamento. Prazos muito longos fazem com que o saldo devedor caia mais lentamente. Assim, se a decisão for amortizar, pode ser vantajoso optar pela diminuição do prazo.
-Disciplina. Em muitos casos, a amortização com diminuição da prestação poder ser a opção mais vantajosa. Mas ela requer disciplina para gerenciar aplicações – o que não é muito difícil – e para não gastar o dinheiro economizado – o que, para muita gente, é difícil, mas não deveria ser.
-Tranquilidade. Tem gente que tem pavor de qualquer tipo de dívida. E tem gente que, quando olha o boleto do financiamento e percebe que mais da metade da prestação são os juros, até perde o sono. Calma. Há dívidas que podem ser boas, e os juros podem ser considerados uma espécie de aluguel que a pessoa paga para o banco – que é quem forneceu o dinheiro para a compra. É preciso ter atenção para não fazer mau negócio, mas sem pânico desnecessário.
-Orçamento. Que contratar um financiamento, mas o orçamento está apertado? Talvez optar pelo sistema de amortização Price – e não o SAC – seja uma opção viável. Quer fazer uma amortização do seu financiamento, pois a prestação está lhe apertando o cinto? Diminuir o valor da prestação pode ser uma saída. Mas saiba que, no médio prazo, essas duas opções podem sair mais caras.
Enfim, são muitos os fatores que afetam a decisão. Por isso, em muitos casos, pode ser recomendável a contratação de um consultor especializado nessa área. Ele poderá conversar com o mutuário, entender sua situação, conhecer seu perfil, identificar todas as possibilidades de ação, fazer cálculos e, finalmente, propor opções de estratégia. Em muitos casos, a consultoria é um investimento baixo, se comparado com o ganho por tomar a decisão correta.
Fonte: Blog da Lopes

quinta-feira, 21 de abril de 2016

DICAS E DOCUMENTAÇÃO - Locação

Documentos necessários para locação - Inquilino
  • Aposentado
– Ficha cadastral totalmente preenchida
– Cópia do RG e CPF (casal)
– Comprovante de residência (luz, água ou telefone)
– Cópia dos 3 últimos comprovantes de rendimentos - INSS
– 3 últimos recibos de aluguel na hipótese de residir em imóvel locado
– Declaração de Imposto de Renda
* Em caso de renda composta por mais de uma pessoa, todos os componentes deverão apresentar os documentos acima.
  • Empregado Registrado
– Ficha cadastral totalmente preenchida
– Cópia do RG e CPF (casal)
– Comprovante de residência (luz, água ou telefone)
– Cópia da Carteira Profissional – Folha de identificação de registro, última atualização salarial
– 3 últimos hollerites - originais
– Declaração de Imposto de Renda do último exercício
– 3 últimos recibos de aluguel
* Em caso de renda composta por mais de uma pessoa, todos os componentes deverão apresentar os documentos acima.






quinta-feira, 17 de março de 2016

Qual é o piso salarial do corretor de imóveis?

Qual é o piso salarial do corretor de imóveis?


Piso salarial significa o menor salário que será pago a um trabalhador de uma determinada categoria profissional, independentemente em ser na área da saúde, advocacia, transporte, construção civil ou comércio, por exemplo. O valor correspondente é estabelecido por meio de uma convenção coletiva de trabalho, com a participação de sindicatos, ou pela data-base da categoria, via acordos entre patrões e empregados. O agente imobiliário ainda não possui um piso salarial. Mas isso pode mudar, você sabia? Entenda a seguir:
Para que serve um piso salarial?
O valor mínimo estabelecido para o trabalhador serve de base para definir o salário a receber, mas também tem por objetivo impedir a rotatividade da mão de obra, fazendo com que o empregado se fixe em uma empresa, ao invés de procurar outro emprego, por conta de baixa remuneração. Muitas categorias têm uma indicação nacional de piso e variações dentro de cada estado. Porém, outras profissões, como o corretor, por exemplo, não têm piso definido, o que às vezes favorece a inconstância da carreira desse profissional em algumas localidades. Pensando na segurança financeira dos agentes imobiliários, o deputado federal André Moura protocolou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 6497/13, que fixa o piso salarial dos corretores de imóveis.
O que o PL nº 6497/2013 determina?
O projeto legislativo é curto, contendo apenas quatro artigos, mas de suma importância para a profissão de corretagem. O primeiro dispositivo estabelece um piso salarial nacional para os corretores de imóveis, no valor de R$ 950,00 mensais, desde que esses sejam contratados de uma imobiliária ou empresa afim que lide com algum tipo de comercialização imobiliária, apresentando aquele uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. A proposta ainda prevê o reajuste anual do valor do piso pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o qual é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O que acontece com quem descumprir a nova legislação?
Atualmente, a proposta tramita em caráter conclusivo e passará a ser analisada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP), da Câmara dos Deputados, além da Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC), do Senado Federal. No momento em que o projeto passar, as imobiliárias e outras empregadoras precisarão se adaptar ao correto pagamento do piso salarial da categoria. A própria legislação, em seu art. 3º, prevê que quem descumprir o disposto na lei estará sujeito a penalizações. No caso, quem deixar de pagar o piso aos corretores responderá à Justiça de acordo com o estabelecido no Decreto-Lei nº 2.848/40 (Código Penal), na Lei nº 1.079/50 (que define os crimes de responsabilidade), no Decreto-lei nº 201/67 (que trata da responsabilidade de prefeitos e vereadores) e na Lei nº 8.429/92 (que trata dos casos de improbidade administrativa do agente público).
Vale lembrar que cada estado poderá estipular o seu próprio piso salarial, desde que não seja menor do que essa indicação do projeto, que tem influência em todo o território nacional. De toda sorte, a nova legislação vem em benefício dos corretores de todo o Brasil, que não mais ficarão sujeitos apenas a comissões arbitrárias assentadas por maus empregadores, passando a receber o estímulo para consolidar sua carreira e fazer melhores negócios imobiliários.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Lançamentos de imóveis caíram 37% em São Paulo em 2015

Lançamentos de imóveis caíram 37% em São Paulo em 2015

Em todo o ano passado, foram 21.445 lançamentos na cidade.
Número de unidades vendidas também teve queda na mesma comparação.
Marta CavalliniDo G1, em São Paulo
lançamentos de imóveis residenciais caíram 37% na capital paulista em 2015, na comparação com o ano anterior, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (9) pelo Secovi. A queda foi a mesma na região metropolitana de São Paulo.
Prédio em construção é do Residencial Vila Jardim, no Cidade Satélite  (Foto: Neidiana Oliveira/G1)Número de lançamentos de imóveis cai em São Paulo. (Foto: Neidiana Oliveira/G1)

Em todo o ano passado, foram 21.445 lançamentos na cidade de São Paulo, contra 33.955 em 2014. Na região metropolitana, o número caiu de 55.549 em 2014 para 35.162 em 2015.
O número de unidades vendidas também teve queda na mesma comparação: de 21.576 para 20.148 na capital, e de 41.304 para 33.166 na Grande São Paulo.

No interior houve menos impacto tanto nas vendas como nos lançamentos, apesar de ter havido queda de 36% nos lançamentos e de 34% das vendas, segundo o Secovi-SP. Foram 13.717 lançamentos nas cidades, contra 21.594 em 2014, e 13.018 unidades vendidas, contra 19.728 em 2014.

Estoques sobem
Os estoques de imóveis residenciais subiram 7% no Brasil, apesar de o tíquete médio estar menor, principalmente na cidade de São Paulo. Para o Secovi, o aumento não é muito significativo, mas a procura não é suficiente para baixar os estoques. Mais de 20% desses imóveis estão na planta, 62% estão em construção e 15% são imóveis prontos. Em São Paulo, das 21,4 mil unidades lançadas, foram vendidas 20,1 mil unidades em 2015.
Segundo Emilio Kallas, vice-presidente de incorporação do Secovi-SP, quem quer comprar imóvel, "o momento é agora". "As empresas estão com necessidade de caixa, por isso, agora é a melhor hora para adquirir um imóvel", diz.
De acordo com o Secovi, a maior procura em 2015 na cidade de São Paulo foi por imóveis de dois dormitórios com valores entre R$ 250 mil e R$ 500 mil - 67% das vendas foram concentradas nessas faixa de preço. Do total, 88% das unidades vendidas são de valores até R$ 500 mil.
Para a entidade, o mercado de venda de imóveis novos só não foi pior porque a aquisição da primeira moradia, principalmente, está inserida no dia a dia das famílias. Mesmo com a retração de 7% nas vendas, foram negociadas 1.700 unidades ao mês em 2015, em média, na cidade de São Paulo.
Já a queda dos lançamentos na cidade de São Paulo de 37% é a maior desde que o Secovi começou a pesquisa, mas já era esperada em um ano de ajustes, para equilibrar a oferta. Entre os fatores que contribuíram para o forte recuo estão a insegurança econômica e dificuldades em viabilizar novos projetos devido às regras trazidas pelo Plano Diretor Estratégico de São Paulo.
Por preço, tamanho e região
Dos lançamentos residenciais em 2015 na cidade de São Paulo, a maior parte dos imóveis foi de 2 dormitórios, com 56%, contra 42% em 2014. Já o 1 dormitório ficou com fatia de 26% dos lançamentos, contra 32% em 2014. Os de 3 dormitórios representaram 15%, contra 21% em 2014.
Em termos de tamanho, os lançamentos de imóveis com menos de 45m² subiram de 33% para 38% do total em 2015, os entre 45m² e 65m² passaram de 37% para 43%. Já os entre 65m² e 85m² caíram de 15% para 10%, os de  85m² a 130m², de 11% para 5%, os entre 130m² e 180m² ficaram estáveis em 3%, assim como de os de mais de 180m², em 1%.
Em relação à faixa de preço, os imóveis de até R$ 225 mil passaram de 11% do total de lançamentos em 2014 para 23% em 2015; os de R$ 225 mil a R$ 500 mil,  de 48% para 53%; os de R$ 500 mil a R$ 750 mil, de 25% para 15%; os de R$ 750  mil a R$ 1  milhão, de 7% para 4%; de R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão, de 6% para 3% ; e acima de R$  1,5 milhão, de 3% para 2%.

A região com maior número de lançamentos em 2015 foi a Zona Leste, com 34%, seguida da Zona Sul, com 25%, da Zona Norte, com 16%, do Centro, com 15%, e da Zona Oeste, com 11%.
Em relação às vendas de imóveis residenciais, as maiores comercializações foram nos de 2 dormitórios (56%), seguido dos de 1 quarto (22%) e de 3 (18%). Em termos de área útil, a maior procura foi pelos de 45m² a 65² (42%), seguido dos de menos de 45m² (34%). E os compradores optaram mais pelos que custavam de R$ 225 mil a R$ 500 mil (47%), e pelos de até R$ 225 mil (22%). A maior procura foi pela Zona Leste (34%), seguida da Sul (24%), Norte (16%), Oeste (13%) e Centro (12%). A maior queda da demanda de compra em relação a 2014 foi na Zona Oeste, com recuo de 9 pontos percentuais.
Estímulos para o setor
Para o presidente do Secovi-SP, o anúncio feito pela Caixa na terça-feira de medidas de estímulo ao crédito imobiliário, com aumento da cota de financiamento de imóveis usados e reabertura do financiamento do segundo imóvel, é positivo para o mercado, mas para ele o que falta para o setor imobiliário não é só crédito.
“Crédito é importante, claro, mas o mais importante não se resolve numa caneta, as pessoas precisam sentir a confiança e ela está ligada à economia e à política de uma maneira geral”, disse.

Para ele, se não houver juros compatíveis, o custo será mais alto, o que inibe a aquisição, ao citar a taxa Selic de 14,25%, que influencia na hora de financiar um imóvel.
Expectativas para 2016
O Secovi credita todos os recuos no setor ao agravamento da crise econômica, com inflação e taxa de juros alta, aumento do desemprego, queda na confiança, além de maior retirada de recursos das cadernetas de poupança, com o esgotamento dos recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo para financiamento imobiliário, com queda de 33% em 2015.

Para 2016, a expectativa é de um ano ainda difícil, em função da crise econômica e política. "Diante do atual quadro econômico e de demanda, nossa perspectiva é de que o mercado acompanhe o mesmo comportamento de 2015, com manutenção das vendas e lançamentos em São Paulo", afirma o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.

Locacão
Os valores de locação tiveram queda em 2015 na cidade de São Paulo. Enquanto o IGP-M fechou em alta de 10,5%, a média do valor do aluguel teve queda de 2,5%. De acordo com o Secovi, a partir de junho, houve redução no preço dos aluguéis no acumulado de 12 meses. Em relação aos tipos de garantia, 46% vieram de fiadores, 35% de depósito caução e 19% de seguro-fiança.